terça-feira, 23 de outubro de 2012

FUTEBOL - Quo Vadis, Sporting?


Tal e qual como a crise que assola a esmagadora maioria dos portugueses (e não Portugal como se diz por aí), também o Sporting vive na corda bamba. Os títulos são, desde há vários anos, uma miragem. As contas, essas, podem ser vistas à distância, tal a enormidade do passivo. Responsáveis? Tal como acontece em relação às finanças públicas, a culpa irá morrer solteira. Infelizmente, neste país, a prisão é só para quem rouba pão das prateleiras dos supermercados. O peixe graúdo, esse, continua à solta. E assim irá continuar até que a malha da rede não aperte.

Mas, deixando a crise do país de lado (como se isso fosse possível), apetece-me, agora, escrever sobre o Sporting Clube de Portugal. Não sobre aquilo que já foi, mas sobre aquilo que é... e sobre o que poderá não ser mais. O estatuto de «grande» já se perdeu há muito. Tem milhões de adeptos, é verdade, tem excelentes condições de treino, é um facto, tem um historial riquissímo, como é lógico... mas não podemos viver desse balão de oxigénio que, não há muitos anos, parecia impossível de se esgotar.

Godinho Lopes é, agora, o único responsável pela sobrevivência futura do clube. Depois de tantas asneiras que cometeu, tal como José Eduardo Bettencourt - o pior presidente da história do Sporting, tem a missão de reformular o quadro directivo e, mais importante, a equipa técnica. Em vinte dias não conseguiu encontrar sucessor para Sá Pinto, o que, já de si, é um sinal evidente da sua competência... ou falta dela. Depois de ter ganho as eleições de uma forma pouco clara, só lhe resta uma solução airosa: sair. Para nunca mais voltar. Ou seja, o caminho é só um: eleições antecipadas.

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